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  • Foto do escritorAdauto Silva

V√≠deoūüďĻ Eirunep√©„ÄčAdolescente ind√≠gena que matou o pai a facadas ap√≥s beber gasolina, ganha liberdade


Ao pedir liberdade para o adolescente, promotor diz estar respeitando as tradi√ß√Ķes e costumes dos povos ind√≠genas



Em Eirunep√©, adolescente ind√≠gena confessa ter matado o pr√≥prio pai ap√≥s ingerir gasolina. Durante audi√™ncia de continua√ß√£o realizada na √ļltima sexta-feira, 16/6, um adolescente ind√≠gena de 15 anos, suspeito de matar o pai a facadas, confessou o crime.



Segundo a representação, o fato ocorreu no dia 25/4, na rua do Aterro, bairro de Fátima, região em que vivem muitos indígenas da etnia Kulina, à qual o rapaz pertence.



Acompanhado da defensoria p√ļblica e de int√©rprete, uma vez que n√£o tem conhecimento da l√≠ngua portuguesa, o jovem relatou detalhes dos fatos. Segundo ele, as facadas foram desferidas durante uma discuss√£o com o pai, ap√≥s ele ter pedido dinheiro para comprar bebida alco√≥lica e aquele ter negado. O adolescente contou que, na falta da bebida, passou a ingerir gasolina e o pai o agrediu fisicamente, levando-o a reagir com o uso da faca. Ele tomou conhecimento de que as facadas haviam sido fatais somente na delegacia.



Ainda na audiência, várias testemunhas prestaram depoimento, incluindo policiais e representantes da comunidade indígena, e destacaram que, no momento do crime, havia outros indígenas presentes, que testemunharam o ato e informaram às autoridades sobre o seu autor.



O Promotor de Justi√ßa respons√°vel pelo caso, Caio L√ļcio Fenelon Assis Barros, disse entender que o fato foi uma vingan√ßa contra o pai e, portanto, pediu a condena√ß√£o do infrator por homic√≠dio, com algumas condi√ß√Ķes.


‚ÄúFoi poss√≠vel perceber que, apesar de merecer ser condenado por este ato infracional, a medida socioeducativa cab√≠vel, conforme pedido pelo MPAM, seria liberdade assistida e a presta√ß√£o de servi√ßos √† comunidade. Mas, entendendo e respeitando os costumes locais das comunidades tradicionais, nos termos da Constitui√ß√£o Federal, esses servi√ßos teriam que ser realizados dentro da pr√≥pria aldeia, e seria responsabilidade do cacique supervisionar as atividades do adolescente e garantir que ele seja reintegrado ao conv√≠vio social de sua etnia‚ÄĚ, declarou o Promotor de Justi√ßa.


O pedido do MPAM foi acolhido pela juíza Lídia de Abreu Carvalho, da Comarca de Eirunepé, na sentença publicada nesta quarta-feira, 21/6.


Caio L√ļcio Fenelon Assis Barros - Promotor de Justi√ßa que responde pela PJ de Eirunep√©


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