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  • Foto do escritorAdauto Silva

Irmão e Padrasto acusados de estupro devem pagar na cadeia. Vítimas são adolescentes de 13 e 14 anos




Uma adolescente de 14 anos foi vítima de violência sexual cometida pelo próprio irmão de 19 anos. O crime teria ocorrido na casa da família no núcleo 14, da Cidade Nova, zona Norte de Manaus.



Após denúncia da propria adolescente a polícia foi até a casa onde os irmãos moram e prendeu o suspeito. O jovem confirmou ter mantido relação sexual com a irmã mas disse ter sido o ato em consenso.


A adolescente manteve a denúncia e manteve a acusação. Após a chegada na residência da mãe dos dois envolvidos, a polícia deu prosseguimento ao inquérito.



O jovem foi apresentado em uma Delegacia de Polícia e a menina encaminhada a uma unidade de saúde para exames.


Padrasto é suspeito de estuprar menor de 13 anos



Menor foi ao IML acompanhada da tia para realizar exame de corpo de delito, nesta terça-feira Marcos Fonte: Porto/Agência O Dia


“Como que ela vai voltar para casa com um estuprador lá dentro?”. A pergunta desesperada foi feita por Jéssica Souza, tia de uma adolescente, de 13 anos, que procurou a Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Jacarepaguá, nesta segunda-feira, para acusar o padrasto da menor por abusos sexuais cometidos contra a vítima.



De acordo com a tia, a violência acontecia na casa onde a menor vive com a mãe, irmãs e o suposto abusador, em Curicica, na Zona Oeste do Rio.


A tia e a menor de idade estiveram, nesta terça-feira (13), no Instituto Médico Legal (IML), na região central do Rio, para realizar exame de corpo de delito. Segundo ela, os abusos contra a menor podem ter começado quando ela tinha apenas 4 anos.


“Quando ela tinha quatro anos de idade, minha mãe, avó dela, contou que em uma ocasião em que dava banho nela percebeu que ela sentia ardor na região genital. Minha mãe conta que então perguntou: ‘Por que está ardendo? Alguém tocou em você? Conta para a vovó’. Então, ela disse que a (x) falou que o padrasto dela tocava nela, tocava nas partes intimas dela. Até então, por minha mãe beber, as pessoas não levavam fé no que minha mãe dizia”, contou Jéssica.


A tia conta que sempre estranhou o comportamento da sobrinha, que era muito introspectiva, fechada e não tinha facilidade de criar amizade com outras crianças. O comportamento em dado momento motivou ela a comentar com a própria irmã, mãe da adolescente, que talvez fosse necessário buscar um psicólogo para ela.


“Eu estranhava o comportamento. Teve até uma vez que eu falei para minha irmã levar ela no psicólogo. Era para saber o porque ela não gostava de brincar, se envolver com crianças, estava sempre no seu mundinho. Você fala com ela e ela não consegue conversar contigo (…) Era isso que estava acontecendo com ela e eu não sabia”, lamentou.


Depois de conversar com a sobrinha, Jéssica conta que a própria mãe da menina não acredita no relato da menor sobre os abusos. “Eu fico revoltada porque a mãe dela é pior que ele. Ela em nenhum momento parou para conversar com a filha, nenhum momento ela parou para ouvir a história dela, ouvir o lado dela. Ela a todo momento fala que é mentira, fala que ela está numa rebeldia”, disseJéssica.


A tia ainda questiona a falta de ação da Polícia Civil em ir até a casa onde o acusado vive. Até a tarde desta quinta-feira, segundo ela, ele ainda não havia se quer ouvido.


“Falaram que isso ia acontecer quando tivesse ocorrência, mas até isso acontecer? Como que ela vai voltar para casa com um estuprador. Ele tem outras filhas. Meu medo é que quem faz isso com a enteada, faz com as filhas também”, comentou.


Erica Arruda, representante da Secretaria Municipal de Assistência Social, entidade responsável pela administração dos Conselhos Tutelares no Rio, foi ao IML prestar apoio à vítima.


“O conselho (tutelar) de Jacarepaguá vai atuar e então serão adotados os procedimentos legais para que ela seja protegida”, disse Arruda em entrevista ao RJ2, da TV Globo.


De acordo com a Polícia Civil, um inquérito foi instaurado para apurar o crime de estupro de vulnerável. Diligências estão em andamento para elucidar o fato.

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