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  • Adauto Silva

Depoimentos》4 dias após a tragédia: Saiba tudo sobre o acidente ocorrido no Festival de Cirandas MPU



O acidente ocorreu na terceira noite de apresentações do XXIV Festival de Cirandas de Manacapuru, evento realizado nos dias 26, 27 e 28 de agosto.



O festival que já teve a apresentação da Ciranda Tradicional paralisada no sábado devido ao forte temporal que caiu na cidade, voltou a ter problema na noite de domingo durante a apresentação da Ciranda Flor Matizada.



A Lilás é Branco que estava com uma hora de apresentação, também teve a festa na arena encerrada após o acidente que deixou 24 pessoas feridas. Em sua encenação a Marizada levava para a Arena do Parque do Ingá, dois módulos alegóricos que transportavam 20 pares de membros do Cordão de Cirandeiros.



Durante o deslocamento sobre a arena alçado por um gincho, um dos módulos despencou, caindo de uma altura de 10 metros. Dentro da alegoria estavam 10 paras de cirandeiros e 4 operacionais de iluminação e apoio.



25 Pessoas constavam na relação com nomes dos que iriam chegar à Arena do Parque do Ingá na alegoria que despencou.


O SUSTO DOS PARENTES DOS CIRANDEIROS




A 25ª pessoa a estar na alegoria que sofreu o acidente, teve sorte e nao fez o trajeto. Na relação do Corpo de Bombeiros, das pessoas que estariam no módulo alegórico, constava o nome do artista plástico Carlos Pisano, responsável pelo conjunto Alegorico da Flor Matizada. Momentos antes da entrada, Pisamo teve que fazer outra atividade e não acompanhou o grupo na alegoria.



O Acidente


O desastre causou um grande tumulto naquele momento da apresentação, que foi encerrada em seguida. Segundos após a queda, registrada em vários ângulos por centenas de pessoas que assisitam a apresentação, Corpo de Bombeiros e Socorristas que estavam no local começaram os trabalhos de atendimento aos feridos, que devido a gravidade da queda, foram todos encaminhados ao hospital do municipio.



Ao todo 24 vítimas foram encaminhados ao hospital Geral de Manacapuru, onde receberam os primeiros socorros, passaram por triagem e em seguida, de acordo com a gravidade dos ferimentos foram encaminhados para hospitais da Manaus. Até o amanhecer da segunda-feira, 29/08, apenas 4 pessoas ainda permaneciam internadas no hospital Lázaro Reis.


Quadro de saúde das 24 vítimas do acidente


Sete Cirandeiros e um Apoio já receberam alta e estão seguindo a recuperação em casa.


São eles:

CIRANDEIROS:

Thamara Rauana

Sanayane de Souza

Tais Cascaes

Raylkson Carvalho

Yohanna de Oliveira

Wanderson Sounier

Hygor Falcão


APOIO:

Alessandro Ribeiro



Seguem internados 16 vítimas do acidente, estando um internado em Manacapuru, um em hospital da rede particular e 14 estão em hospitais da capital.


Wanderson Sounier


Quadro de Saúde dos pacientes em situação mais grave:


- A Cirandeira Ronicelia Cintra, foi submetida a intervenção cirúrgica abdominal e já se encontra estabilizada, falando e lúcida.

- O Cirandeiro Bruno C Silva, evolui satisfatoriamente, aguardando reavaliação.

-O operador Franderley Bulcão saiu do coma e está reagindo bem, apresentando reflexos e aguardando reavaliação.

- A Cirandeira Vívian Ramos está estabilizada, sob tratamento e reagindo também satisfatoriamente.

- Os demais estão todos fora de risco, recebendo tratamento adequado e em situação estável.


O governador Wilson Lima esteve no município na manhã do dia seguinte ao acidente.



O acidente

Durante o translado da alegoria que levava para a arena 10 pares de cidandeiros, a parte final do guindaste envergou e o Módulo Alegorico despencou caindo de uma altura estimada em 10 metros.


Todos os 24 feridos no acidente receberam atendimento no Hospital Geral de Manacapuru.


Rodrigo Balby - secretário de turismo


O guindaste que tem capacidade para transportar 80 toneladas é de propriedade da empresa SUPER G. Ao ser contatada a SUPER G informou que os diretores estavam chegando em Manaus e irão se pronunciar em um momento oportuno sobre o acidente. O certo é que até agora não se tem nenhuma manifestação ou ato de solidariedade da empresa proprietária do guindaste que pelo que tudo indica, causou o acidente.


Contratação do Guindaste



A empresa responsável pelo operacional do festival, contratou um guindaste para atender as três cirandas durante as apresentações nas treis noites de festas. O Guindaste vermelho que serviu à Guerreiros Mura, na noite de sexta-feira, 26, trabalhou tambémna noite de sábado, 27, durante a apresentação da Tradicional e servia a Matizada quando o acidente ocorreu.



Ciranda contratou um Guindaste



Para transportar os dois módulos alegóricos ao mesmo tempo, a ciranda Flor Matizada contratou junto a mesma empresa, um segundo guindastes. Segundo a Ciranda o guindaste que causou o acidente foi o cotratado pela empresa que fez o operacional do festival, o de módulo de sustentação vermelho.


À nossa entrevista a presidente da Flor Matizada Vanessa Mendonça, disse que tomou todas as precauções necessária para contratar e autorizar o segundo guindaste a operar na apresentação na arena do Parque do Inga.


"Nos tiramos todas as licenças necessárias para a utilização do guindaste, fizemos teste com os cirandeiros, que também fizeram o curso N37, para deixá-los preparados para aquela participação, jamais pensávamos que algo desse tipo podesse acontecer".


A empresa Super G está com a documentação e autorização para uso dos guindastes em dia.



Inquérito Policial


Um inquerito Policial com objetivo de apontar as possíveis causas e reponsaveis pelo acidente foi instaurados pela polícia civil, os seis operadores dos guindastes que trabalhavam na arena na hora da apresentação jáforam ouvidos na polícia Civil, oo conteúdos dos depoimentos não foram divulgados. A PC ainda vai ouvir vitimas do acidente e pessoas envolvidas na apresentação.



O inquérito ainda não tem previsão para ser concluído uma vez que depende do laudo da perícia para sua conclusão.


Perícia

A investigação da causa do acidente iníciou na manhã de segunda-feira, 29, no local Corpo de Bombeiros, Polícia Civil e Policial Científica, coletaram elementos que possam ajudar a identificar a causa do acidente.


Nossa equipe conversou com a diretora da polícia científica que falou sobre os trabalhos.




Homens Natureza e a Máquina fizeram um festival para ser esquecido

Após dois anos suspenso devido a pandemia, a 24ª edição do Festival de Cirandas de Manacapuru, que seria a redenção dessa cultura local, ficou marcada por incidentes e acidente. É o que podemos dizer:


O Homem, a Natureza e a Máquina, dizerem o XXIV Festival para ser esquecido na história do segundo maior evento cultural do Amazonas


A única noite em que a festa transcorreu dentro do esperado foi na noite de sexta-feira, quando ocorreu a apresentação da Ciranda Guerreiros Muda. Sábado a Natureza usou a chuva para encerrar a apresentação da Ciranda Tradicional, e no domingo, o guindaste enverga sua arte de sustentação causando o acidente que deixou 24 vítimas.



Sem fechamento das apresentações de Tradicional e Flor Matizada os festival teve o julgamento cancelado e as notas foram incineradas evitando assim especulações futuras.


*Resultado 24° Festival de Cirandas de Manacapuru*

A Comissão Organizadora e a Comissão Julgadora do Festival de Cirandas de Manacapuru informam que a 24ª edição do evento não terá o título de campeão, deixando de assumir o âmbito competitivo. A decisão acontece em decorrência do acidente com os integrantes da Ciranda Flor Matizada, no domingo (28/8).

As notas dos jurados da apresentação da Ciranda Guerreiros Mura da sexta-feira (26/8), Ciranda Tradicional do sábado (27/8), além da Ciranda Flor Matizada, foram incineradas no 9° Batalhão de Polícia Militar, em Manacapuru, nesta segunda-feira (29/8). A decisão desfaz ainda o título de honra previsto para a Tradicional, que não conseguiu concluir a apresentação que foi interrompida após forte chuva.

Em documento, a Comissão de Jurados e a Comissão Organizadora do festival presta os profundos sentimentos e demonstração de respeito à comunidade artística da região.


Nesta quarta-feira, 31/08 o Ministério Público de Manacapuru também entrou no caso pedindo maior celeridade nas investigações que podem levar à causa do acidente e possíveis responsáveis





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