Covardia sem perdão: mãe e madrasta transformam lar em pesadelo e tiram a vida da pequena Esteyce, 5 anos. Veja vvídeo 📹
- Adauto Silva

- 28 de ago.
- 2 min de leitura

Manaus amanheceu em choque nesta quarta-feira (27) diante de um crime bárbaro que tirou a vida de Esteyce, uma menina de apenas 5 anos. A criança foi encontrada morta dentro de casa, no bairro Tancredo Neves, Zona Leste da capital, após sofrer agressões brutais.
As responsáveis pelo crime são a própria mãe da menina, Rafaela, e sua companheira, Vitória, madrasta da vítima. Em vez de oferecerem amor, cuidado e proteção, as duas transformaram o lar em um verdadeiro cenário de terror.

De acordo com a Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), a perícia confirmou que a criança apresentava lesões no abdômen e sinais de esganadura, evidenciando que a morte foi violenta. Além disso, a investigação revelou que Esteyce já era vítima de maus-tratos recorrentes, e que denúncias anteriores feitas ao Conselho Tutelar não foram suficientes para interromper o ciclo de violência.
Para tentar escapar da fiscalização, o casal mudava constantemente de endereço. Testemunhas relataram que Vitória não aceitava a menina, enquanto Rafaela se mostrava omissa diante das agressões. Na noite anterior ao crime, elas teriam saído para consumir bebida alcoólica, deixando a filha sozinha em casa.

Após a morte, as duas ainda levaram a criança ao Hospital Platão Araújo, mas Esteyce não resistiu.
Prisão e crimes tipificados
Presas em flagrante, Rafaela e Vitória foram conduzidas à DEHS, onde prestaram depoimentos contraditórios. As provas, no entanto, confirmam a participação direta e indireta de ambas na morte da criança.
Elas devem responder por:
Homicídio qualificado (art. 121, §2º do Código Penal), pela crueldade e impossibilidade de defesa da vítima;

Tortura (Lei nº 9.455/1997), devido às agressões constantes e sofrimento físico e mental imposto à criança;
Omissão de socorro (art. 135 do Código Penal), já que a mãe tinha o dever legal de proteção;
Maus-tratos (art. 136 do Código Penal), agravado pelo resultado morte.
Nesta quinta-feira (28), às 12h, elas devem passar por audiência de custódia.

Clamor social
A morte de Esteyce provoca revolta e indignação em toda a sociedade. Uma criança de apenas 5 anos, que deveria ter encontrado no lar o porto seguro da infância, foi condenada à dor, ao medo e à morte por quem tinha a obrigação de protegê-la.
O corpo da menina está sendo velado na Cachoeirinha, na Funerária Sagaz, e será sepultado em Fonte Boa, cidade natal da família.
Um crime que não tem perdão e reforça a urgência de respostas rápidas do poder público diante de denúncias de violência contra crianças. A vida de Esteyce não volta, mas sua tragédia precisa servir de alerta para que outras não tenham o mesmo destino.




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