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  • Adauto Silva

CIDADE DE ANAMÃ: A VENEZA AMAZONICA VOLTA A FICAR 100% ALAGADA

Banhada pelo rio Solimões a cidade sofre com o fenômeno da cheia e mais uma vez o nível do baixo rio Solimões deixa a cidade 100% submersa em suas águas barrentas.

Foto&Imagens: Dário Silva


A pequena cidade amazonense de Anamã, localizada no rio Solimões, distante a 165 kms em linha reta da capital Manaus, torna-se pela sétima vez nos últimos  13 anos, a ,"Veneza Amazônica". A cidade que é sede do munícipio de mesmo nome, está 100% alagada. Toda área da cidade está inundada pelas águas do rio Solimões e Paranã do Anamã.



Localizada em uma área baixa da região do baixo rio Solimões, a cidade anualmente tem parte da Vila alagada, porém os danos são menores porque as casas foram construídas com elevação, evitando terem o assoalho (piso da casa) inundado. Porém as grandes cheia, aquelas em que o nível do rio na região ultrapassa 12 metros, a cidade fica totalmente alagada, passando a ter como único meio de transporte canoas de pequeno porte.



Nesse período que compreende entre dois a três meses por ano, as escolas e postos de saude têm as atividades paralisadas e apenas órgão públicos essenciais ficam prestando atendimento à população.



Por atravessar a cidade com certa velocidade - chamada na região de corredeira - pontes não são construídas e a população tem o deslocamento restrito à pequenas embarcações (canoas) ou a pé, por dentro d'água, isso nas áreas onde o nível da água é menor.



A cheia dificulta a captação e distribuição de água potável para o consumo e uso da população, levando famílias a utilizarem água apenas de alguns poços artesianos coletivos, em áreas menos afetadas pela cheia ou a própria água do rio que invade a cidade. Segundo a Defesa Civil do Município, nesse período aumenta o consumo de água mineral na cidade, apesar de que, pelo baixo poder aquisitivo da população, a maior parte das famílias se abastecem de poços artesianos e da própria água da inundação.


A cheia além de causar inúmeros transtornos dificulta ainda o acesso aos serviços públicos. Não só as mais de 2.000 famílias atingidas pela cheia, mas também todos que buscam os serviços públicos enfrentam dificuldades no atendimento. Marombas estão sendo construídas em prédios públicos alagados como Postos de saúde, prefeitura, escola rural entre outros.



O hospital já está com o terreno alagado e a previsão é que nos próximos dias a água entre no prédio. Um hospital improvisado em uma balsa foi instalado no porto da cidade para dar atendimento à população.


A delegacia do munícipio que também é usada como alojamento de PMs lotados no município, salas e celas estão funcionando com marombas e a água já está dentro do prédio.



Meio Ambiente


Uma das preocupações quanto a cheia é que estando 100% alagada, lixeiras, fossas e posso artesianos, ficam submersos na mesma lâmina d'água, podendo assim ocorrer contaminação da água, tanto do rio como dos poços artesianos, que fornecem água para consume e não doméstico.


A história se repete pela forca da natureza

 

Diferente do período anterior há 2010, quando um lixão localizado em meio às moradias, era utilizado para depositar os resíduos sólidos da cidade, hoje Anama não possui lixão em sua área urbana, o lixo doméstico é  recolhido e armazenado em uma balsa, ancorada no porto da cidade e depois transportado para uma área de terra firme, distante da sede do munícipio. Essa ação tem contribuído para a redução de resíduos sólidos que são levados pela água para o rio. Infelizmente se percebe que, não muito diferente de boa parte das cidades brasileiras, muito lixo ainda é arremessado nos terrenos das casas e vias públicas, e nesse período vão parar no Rio.


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